Eu escrevi esse texto há uma semana. Aconteceu uma coisa inesperada, eu estava magoada, ferida e confusa e acabou saindo uma explosão de coisas enquanto eu tentava me aceitar e entender que nem tudo era minha culpa.
Já que eu escrevi, quero deixar aqui registrado esse momento, porque agora estou melhor. Agora eu entendo de verdade o que "livramento" significa, e como você descobre o quanto as pessoas são tóxicas quando elas vão embora, ou melhor, a partir do jeito que elas se vão.
Vou deixar isso aqui, para qualquer um que for diminuído por ações cometidas a partir da honestidade e sinceridade, mas que as pessoas julgam como infantil ou irracional. Um abraço
Eu me importo por coisas pequenas, choro com histórias de morte de animaisinhos e faço escândalo quando alguma coisa dá errado. Não consigo ser discreta, nem segurar a minha língua por muito tempo. Sou apegada as coisas que amo e as defendo com unhas e dentes, não tenho papa na língua quando preciso fazer isso. Me chateio e choro, me ofendo e choro, me desespero e choro. Posso ser um pouco agressiva quando estou ansiosa, as pessoas me magoam com facilidade. Faço de coisas que para os outros são bobas grandes problemas, e sofro por eles. Às vezes sou paranóica, às vezes sou ingênua. Quando eu não gosto de alguma coisa, eu simplesmente não gosto. Não consigo esquecer as coisas ruins que as pessoas fizeram, não só comigo, mas também com as pessoas que eu amo. Falo muito para disfarçar a timidez e por isso tenho a tendência de falar besteiras em público. Tem dias que eu acordo vendo o lado bom da vida, mas tem dias que eu sou a pessoa mais negativa do mundo.
Eu sou cheia de cicatrizes, e sim, em alguns momentos pareço uma criancinha. Fiquei muito triste pelas pessoas às vezes me ofenderem por esse conjunto de coisas que acontecem dentro de mim, chorei, me senti um lixo. Mas agora eu percebo que eu não sou esse bebezão, eu sou como qualquer pessoa que tem seus altos e baixos e se uma pessoa não consegue ficar do meu lado nos baixos, ela não merece fazer parte dos altos. Talvez um dia eu olhe para trás e rie da pessoa que eu sou agora, especialmente da pessoa que eu era, mas pelo menos eu vou ter sido eu mesma.
Obrigada por todas as ofensas, eu sou sim infantil, louca, um nene, mas eu gosto de poder olhar no espelho e ver verdade, sinceridade, honestidade. Se isso te incomoda, eu sinto muito, não por mim, mas por você.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
A primeira opção nunca é a única
Eu ia fazer comunicação. Essa foi uma decisão que tomei no início do ensino médio, me sentindo uma pessoa incrível por ter conseguido me decidir logo de cara, e ainda por cima não me vendo fazendo outra coisa. Estudei pro vestibular todo focando nisso, aguentando piadinhas de familiares e incertezas sobre um possível sucesso profissional.
Continuei com esse pensamento até a inscrição do ENEM, depois me inscrevi para a última fase do PISM no curso novo de Rádio, TV e Internet, que eu entendi ser mais a minha cara. Fiz as provas ainda falando pra todo mundo que era isso o que eu queria e ia me arriscar, porque senão a gente não vive, né?
Agora, então, chegamos à reviravolta da minha historinha: o SISU. Primeira opção: Rádio, TV e Internet, segunda opção? Eu nem considerava preencher, mas no primeiro dia acabei colocando Direito de brincadeira, mesmo sabendo que minha nota não daria - foi mais pra minha mãe sonhar, pelo menos. Como eu pensei, a nota de corte de direito era enorme e eu estava uma posição fora de RTVI, então decidi que mudaria a segunda opção por segurança: senti pela primeira vez a necessidade de um plano B.
Foi aí que Letras entrou na minha vida. No momento que precisei descobri que existia outra coisa pelo menos próxima daquilo que eu queria, afinal, eu queria fazer comunicação pra me dedicar à parte escrita. Pesquisei sobre o curso e percebi que a área é extensa, ficando aliviada, mas ainda mirando minha primeira opção (claro). Fiquei a semana toda dentro da vaga de RTVI, mas com a extensão do SISU, no último dia, adivinhem e chorem comigo: perdi a vaga. Chorei até o olho arder, foi um verdadeiro tombo, fiquei tão atordoada que nem vi que tinha passado para Letras, mal comemorei. Ainda tinha o PISM, fiquei pensando, mas não deu em nada também.
Agora vou dar sentido ao fato de eu ter narrado toda a minha saga de vestibulanda para vocês.
As pessoas começaram a me consolar pelo fato de não ter conseguido o que eu queria - normal, então decidi que era hora de ver o lado bom das coisas e não me deixar levar pelo negativo. Conforme eu ia pesquisando, me preparando pra matrícula e conversando com outras pessoas, fiz uma das minhas maiores descobertas, a de que na verdade a minha segunda opção se encaixava melhor pra mim do que a primeira. Não foi uma aceitação fácil, mas no fim das contas eu me redescobri sem nem perceber.
Com isso eu quero dizer à você que não veja o fim do túnel na primeira vez que algo der errado. Procure abrir os olhos para as outras alternativas, se redescubra, se remonte e então se encontre outra vez, e caso você perceba que nada disso é suficiente, continue correndo atrás daquilo que queria desde o início, mas sem se fazer mal pensando que aquilo é sua última saída. As inscrições do ENEM começaram e quem for prestar vestibular tenha em mente que isso não é o que vai definir quem você é e o que vai ser da sua vida. Faça aquilo que te deixe aquele gostinho de prazer, de realização e satisfação sem se importar com o que os outros pensam. Seja sempre uma melhor versão de você, mesmo que isso faça com que essa versão seja uma nova a cada dia :).
Se alguém tiver uma história pra partilhar, pode se sentir à vontade de compartilhar comigo!
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Por onde eu andei???
Hoje completa 1 ano, 7 meses e 5 dias desde o meu último post, e o mesmo tempo desde a última vez que entrei aqui. Mas o engraçado é que durante esse tempo a escrita e esse desabafo não deixaram de serem necessários, às vezes na minha cabeça havia tantos pensamentos prontos para serem soltos e o pior era que por alguma razão demorei a me tocar e vir aqui trazer isso de volta.
Mas eu estou de volta! Não sei com qual frequência, não sei como, mas aqui estou eu.
Muitas coisas mudaram e no geral posso dizer que foi de forma positiva, por mais que algumas mudanças tenham me machucado. A vida me surpreendeu diversas vezes e eu sou muito grata por isso, de verdade.
Vou começar falando daquilo que mais me causou desespero naquela época: o estudo. Depois de muito choro, muitas crises existências e negações, acabei surpreendentemente entrando na universidade de primeira!!! E ainda por cima na que eu queria desde que resolvi fazer faculdade. Estou cursando Letras há dois meses, mas vou falar detalhes sobre como cheguei até aqui em um outro post, porque foi uma experiência que até hoje não entendo muito bem.
O menino que eu estava apaixonada começou a namorar a menina por quem ele era apaixonado :). Foi um baque imenso, até porque foi ela quem me contou e eu precisei fingir que estava amando a ideia, mas sobrevivi e hoje eles são um dos meus casais favoritos. Foi difícil superar, com isso acabei aprendendo que não adianta lutar contra algo que é mais forte que o nosso poder.
Continuo solteira, dramática, com os dedos formigantes e sedenta em viajar, na verdade acho que o meu sonho de conhecer muitos lugares fica cada vez mais forte. Tenho temas para uma infinidade de textões, mas vou deixar espaço para outros tipos de posts também, prometo.
Enfim, esse post foi para avisar que a volta às raízes é real e se existe alguém que esteja lendo isso: muito obrigada por me fazer ter um espaço no seu tempo.
Para terminar o post no clima, deixo aí uma musica para tematizar esse "renascimento".
Assinar:
Postagens (Atom)
